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Pé Diabético: Como cuidar – 10 dicas essenciais

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Pé Diabético: Como cuidar – 10 dicas essenciais

Preparamos algumas dicas de como cuidar do pé diabético.

 

A cada 100 pessoas com diabetes, 5 precisam ser submetidas à amputação parcial ou total dos pés devido às complicações da doença. Nesse post, preparamos DEZ dicas para você saber melhor como cuidar do pé diabético.

 

As principais causas que levam a amputações são decorrentes dos problemas de circulação do sangue, lesões nos nervos e infecções. Esses problemas surgem principalmente pelo descontrole do diabetes. Nesse post falamos mais sobre essas causas.

 

As principais consequências para os pés diabéticos são rachaduras, pele ressecada, dormência, dores repentinas (“agulhadas”), arroxeamento das extremidades, perda de sensibilidade e ulcerações (feridas) que podem chegar até o osso quando não cuidadas. Mas há tratamentos e cuidados que podem evitar isso.

 

Tratamento para pé diabético: como cuidar

 

O tratamento do pé diabético é multidisciplinar, com médicos, enfermeiros e podólogos. Inicia-se com a prevenção das lesões controlando os fatores de risco. Segue com o cuidado com as calosidades e lesões, e o uso de calçados e palmilhas especiais, imobilizações gessadas e, quando houver indicação, correção cirúrgica para evitar a progressão das feridas e impedir a piora das deformidades. Porém, antes de chegar a consequências mais graves, é possível cuidar do pé diabético em casa. Veja as dicas abaixo que preparamos.

 

Pé Diabético: Como cuidar – 10 dicas essenciais

 

1. Consulte o seu médico regularmente

 

É muito importante que o paciente diabético consulte um médico endocrinologista pelo menos uma vez ao ano. Além das avaliações sobre o controle glicêmico, o médico também avalia os pés. Ele faz isso conferindo como está a circulação sanguínea, a pele, os nervos e procura por deformidades. Qualquer alteração encontrada deve ser tratada e/ou monitorada para que se evitem lesões mais graves.

 

2. Mantenha os níveis glicêmicos sob controle

 

Outra ação muito importante para evitar complicações do diabetes, é o controle dos níveis glicêmicos. Com a diminuição da glicose no sangue, o pé diabético melhora de maneira quase que natural. Consulte seu médico, tenha uma alimentação saudável e monitore seus níveis de açúcar no sangue constantemente.

 

3. Evite o cigarro!

 

O fumo prejudica a circulação. Se você fuma, as chances do diabetes evoluir e apresentar consequências nos pés aumenta consideravelmente. Os efeitos do cigarro aliados ao descontrole dos níveis de açúcar no sangue são uma causa muito comum das amputações em pé diabéticos.

 

4. Cuidado ao cortar as unhas

 

Uma dica importante é em relação as unhas dos pés. Sempre corte elas retas, evite deixar pontas que possam encravar na pele. Se isso acontecer, as chances dessa lesão se agravar ou simplesmente não curar são muito grandes se você tem diabetes. Evite também retirar as cutículas pelos mesmos motivos. Se preferir, visite um podólogo regularmente.

 

5. Atenção especial aos pés no banho

 

Durante o banho lave bem os pés com água e sabão, evite usar esponjas. Ao sair, seque bem seus pés com uma toalha macia, sem esfregar, principalmente entre os dedos. Isso ajuda na prevenção de micoses e frieiras, causadas por fungos e bactérias que se proliferam com a umidade.

 

6. Faça um autoexame nos pés frequentemente

 

Ainda durante o banho, ou logo após, faça um exame minucioso nos seus pés para identificar lesões, calos, rachaduras, pequenos cortes ou manchas que não existiam antes. Um bom aliado para realizar esse autoexame é ter no banheiro um pequeno espelho. Com ele fica mais fácil enxergar a sola do pé, a área abaixo dos dedos e a parte de trás do calcanhar.

 

7. Use meias de algodão – de preferência brancas!

 

Meias de algodão são mais confortáveis e macias. Evite meias de tecidos sintéticos. Além disso, meias brancas ajudam a identificar lesões, principalmente se a sensibilidade do pé já está afetada.

 

8. Use palmilhas personalizadas

 

Palmilhas personalizadas são essenciais para pés diabéticos. Elas preenchem perfeitamente a área entre o pé e o calçado, aumentando a área de contato com o pé. Isso alivia os pontos de pressão e evita a formação de lesões. Além disso, elas são muito confortáveis. As Skinsoles são palmilhas impressas em 3D que tem um contato perfeito com os pés. Ideais para pés diabéticos.

Pé Diabético Como cuidar

Por que as Skinsoles são ideais para diabéticos →

 

9. Use calçados confortáveis

 

Evite sapatos muito apertados, como sapatos sociais, sapatos de salto alto e sapatos de bico fino. Prefira calçados com solado de borracha, eles são mais aderentes ao chão e mais confortáveis para os pés. Existem também os calçados especiais para diabéticos, sem costuras internas e mais largos, que acomodam melhor os pés..

 

10. Faça atividades físicas regularmente

 

Por fim, faça atividades físicas. Exercícios ajudam na circulação sanguínea, melhoram a disposição e são importantes aliados no controle da glicemia. Consulte o seu médico para saber qual as melhores opções de exercício para o seu caso. É importante deixar claro, caso haja alguma ferida nos seus pés, evite o exercício até que ela cicatrize por completo.

 

Conclusão

 

A principal maneira de se cuidar é manter os níveis glicêmicos controlados. Com isso, as chances de você se manter com os pés em ótimas condições são altas. Além disso, com essas 10 dicas você pode monitorar e manter seus pés sempre bem.

 


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Pé diabético: como evitar amputação.

No Brasil, em média, a cada 10 minutos um diabético sofre amputação no pé – parcial ou total.

 

Segundo dados do ministério da saúde, cerca de 20% das internações de pacientes com diabetes são decorrentes de lesões nos pés e 70% das cirurgias de amputação tem como causa o descontrole da diabetes – são 55 mil amputações ao ano em pé diabético que podem ser evitadas.

 

Uma das principais origens desse elevado número é o descontrole da glicemia de pacientes diabéticos. De acordo com a coordenação do Grupo de Educação e Controle do Diabetes do Hospital do Rim (UNIFESP), 90% dos diabéticos tipo 1 e 73% dos diabéticos tipo 2 estão com a doença fora de controle.

 

O que é o pé diabético?

Pacientes com Diabetes, tanto do tipo 1 quanto do tipo 2, podem desenvolver complicações nos pés em decorrência da doença. Micoses, joanetes, calos e ulcerações (feridas) são as principais. Em alguns casos, as feridas são tão profundas que acabam chegando até aos ossos do paciente.

pé diabético

Pé Diabético: Como cuidar – 10 dicas essenciais

 

O que pode gerar essas lesões e até amputações no pé diabético

 

As duas principais causas são as lesões nos nervos (neuropatia diabética) e a má circulação sanguínea (vasculopatia diabética), ambas consequências do elevado nível de açúcar no sangue.

 

O excesso de açúcar no sangue provoca lesões nos nervos e entupimento nas artérias. Os nervos são feixes de fibras nervosas que se comunicam com o cérebro enviando mensagem de estímulos e sensibilidade – como a dor, a sensação de temperatura (quente/frio), tato, etc. A neuropatia diabética, no princípio, pode provocar excesso de sensibilidade, tornando as dores muito intensas mesmo com pouco estímulo. Com a progressão da doença e os danos nos nervos, ocorre a redução da sensibilidade, ou mesmo a perda total. Desta forma, os pés ficam mais sujeitos a ferimentos sem que o paciente sinta dor, facilitando a progressão dessas lesões. Além disso, a má circulação dificulta a chegada de sangue e oxigênio no local das lesões, o que acaba tornando o processo de cicatrização muito mais lento.

 

Sintomas do pé diabético

 

Veja abaixo quais são os sinais de alerta:

– Dormência e formigamento dos pés – As lesões nos nervos afetam a sensibilidade, provocando dormência e formigamento nos pés;

– Ressecamento da pele – a má circulação do sangue nos pés provoca o ressecamento da pele;

– Dedos e extremidades dos pés com coloração roxa – com a falta de uma circulação sanguínea eficaz os dedos e as extremidades dos pés podem ficar roxos;

– Dor, agulhadas e queimação – a elevada taxa de glicose no sangue dificulta que os impulsos nervosos cheguem corretamente até os pés, levando à dor e queimação;

– Perda de sensibilidade nos pés – com o descontrole e o avanço da doença, os pés se tornam mais frios e a sensibilidade começa a ser perdida progressivamente.

 

Consequências que acometem o pé diabético

 

Com a perda da sensibilidade, os pés ficam mais sujeitos a ferimentos sem que o paciente sinta a lesão. Devido ao excesso de açúcar e à má circulação, a cicatrização se torna mais lenta, provocando feridas, ulcerações (feridas abertas) que podem evoluir para infecções mais graves e destruição de tecidos mais profundos (gangrena). Caso o pé não seja amputado pode ocasionar infecção generalizada e levar o paciente à morte.

Como evitar amputação

 

O autocuidado é a principal força para combater o alto número de amputações em pés diabéticos. É preciso manter os níveis de glicose no sangue monitorados e controlados através de hábitos saudáveis, como alimentação e atividade física regular. Consultas frequentes ao seu médico também são extremamente importantes.

 

Além disso, a atenção e o cuidado minucioso com os pés é fundamental para evitar as consequências mais graves. Secar bem os pés, não andar descalço, o uso de palmilhas personalizadas e de calçados adequados são alguns desses cuidados. Nesse post, preparamos uma lista completa e detalhada de cuidados essenciais para o pé diabético.

Pé Diabético: Como cuidar – 10 dicas essenciais